sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Teresina Inspira Pintura: artistas retratam a realidade abstrata de uma cidade cheia de cor


Teresina Inspira Pintura: artistas retratam a realidade abstrata de uma cidade cheia de cor

Para o aniversário da capital do Piauí, o G1 reuniu histórias de artistas que moram na cidade e se inspiram para a produção dos seus trabalhos.

Por Maria Romero, G1 PI
 
Artistas retratam a realidade abstrata de uma cidade cheia de cor (Foto: Arquivo pessoal/Jader Damasceno)Artistas retratam a realidade abstrata de uma cidade cheia de cor (Foto: Arquivo pessoal/Jader Damasceno)
Artistas retratam a realidade abstrata de uma cidade cheia de cor (Foto: Arquivo pessoal/Jader Damasceno)
Em comemoração ao aniversário de 166 anos da capital do Piauí, nesta quinta-feira (16), o especial Teresina Inspira reúne histórias de pessoas que produzem arte na cidade, como a pintura. O G1 conta a história de dois artistas que retratam a realidade abstrata de uma cidade cheia de cor.
Jader Damasceno se identifica como artista visual, porque não produz apenas pintura, mas cria também através da moda, das esculturas e por meios digitais. Um ponto em comum entre suas criações é a inspiração vinda da cidade, da cultura popular presente no local onde vive: Teresina. Recentemente, em exposição na capital piauiense, ele apresentou uma de suas telas contendo a sua versão para a personagem da lenda da "Num-se-pode".
"Tudo em Teresina me inspira um pouco"
"Aqui existem muitas pessoas encantadoras que me inspiram a criar e que também criam. O patrimônio de Teresina, a parte histórica, o bruto, as cidades periféricas, porque Teresina tem muitas Teresinas e eu gosto muito de onde se produz cultura na raiz, no imaginário, na necessidade, como o polo cerâmico, onde se produz cultura em essência. Tem as periferias que produzem música de qualidade, com artistas incríveis, um material muito bom", contou o artista.
A primeira lembrança de Jader pintando, ainda de forma bastante amadora, vem dos seus 9 anos de idade, quando ainda morava na cidade de Oeiras. Ele revela que o estímulo natural veio da mãe e das tias, professoras na escola onde ele estudava quando criança e que o influenciaram em vários âmbitos.
Jader Damasceno se identifica como artista visual (Foto: Arquivo pessoal/Jader Damasceno)Jader Damasceno se identifica como artista visual (Foto: Arquivo pessoal/Jader Damasceno)
Jader Damasceno se identifica como artista visual (Foto: Arquivo pessoal/Jader Damasceno)
"Não sei se quero ser uma estrela pop das artes plásticas. Eu produzo porque amo. Vai muito além da venda, do comercial, é minha essência enquanto ser"
"Fazer arte não só é difícil, mas é uma guerra. Porque tem o mercado de arte que é muito complicado, com o agravante que em Teresina não há formação nem de público para absorver a arte e nem de artistas. Há poucas escolas de arte, poucas galerias, e os museus são estáticos, não têm processo cultural. A gente hoje entende que um museu tem que ser vivo, não é só deixar a tela lá parada".
Dentre os momentos que considera de maior satisfação, está a resposta do público diante de suas telas. Ele diz que gosta de saber que sensações o seu traço e suas cores quentes provocaram em quem viu sua arte.
Atualmente, Jader expõe seus trabalhos eventualmente em exposições e galerias (Foto: Arquivo pessoal/Jader Damasceno)Atualmente, Jader expõe seus trabalhos eventualmente em exposições e galerias (Foto: Arquivo pessoal/Jader Damasceno)
Atualmente, Jader expõe seus trabalhos eventualmente em exposições e galerias (Foto: Arquivo pessoal/Jader Damasceno)

Arte marcada na pele

Admiradores da arte de Jéssica Gomes tatuaram algumas das suas criações (Foto: Arquivo pessoal/Jéssica Gomes)Admiradores da arte de Jéssica Gomes tatuaram algumas das suas criações (Foto: Arquivo pessoal/Jéssica Gomes)
Admiradores da arte de Jéssica Gomes tatuaram algumas das suas criações (Foto: Arquivo pessoal/Jéssica Gomes)
Para a artista Jéssica Gomes, é o sol da capital piauiense que serve de principal inspiração.
"Sou apaixonada pelas cores do céu da cidade"
"O que eu mais adoro de Teresina é ver o por do sol, sou apaixonada pelas cores do céu da cidade, como a luz do sol reflete, na luz e sombra que dão as arvores, além do clima, pois adoro trabalhar com cores quentes. Também gosto de me inspirar e ver os outros artistas maravilhosos que pude conhecer aqui, há uma grande diversidade na produção de cada um, é lindo e inspirador", contou a artista.
Sol da capital piauiense que serve de principal inspiração para a artista (Foto: Arquivo pessoal/Jéssica Gomes)Sol da capital piauiense que serve de principal inspiração para a artista (Foto: Arquivo pessoal/Jéssica Gomes)
Sol da capital piauiense que serve de principal inspiração para a artista (Foto: Arquivo pessoal/Jéssica Gomes)
Artista acha importante retratar a mulher negra (Foto: Arquivo pessoal/Jéssica Gomes)Artista acha importante retratar a mulher negra (Foto: Arquivo pessoal/Jéssica Gomes)Artista acha importante retratar a mulher negra (Foto: Arquivo pessoal/Jéssica Gomes)
Esse sentimento já tocou muitos admiradores dos trabalhos da artista, que tatuaram algumas das suas criações. "É muito gratificante poder ver algo meu, feito com tanto carinho, na pele de alguém.
"Amo ver como os meus desenhos ganham interpretações que eu nunca pensei na mente do outro".
Em suas criações, a nudez feminina é tratada com delicadeza e é constante a presença das cores quentes também na pele das mulheres. Jéssica leva os tons de rosa, vermelho e laranja do céu para os corpos e rostos femininos. Ela fala da importância de retratar a mulher negra e do espaço que elas têm na cena artística.
"Eu acredito que ainda haja pouca visibilidade das mulheres no âmbito artístico de Teresina, principalmente para as mulheres negras. Mas acredito também que é algo que esteja mudando. Adoro conhecer, a cada dia, mais uma artista diferente aqui da cidade, e fico feliz de poder estar participando desse meio com elas", contou.
https://g1.globo.com/pi/piaui/noticia/2018/08/16/teresina-inspira-pintura-artistas-retratam-a-realidade-abstrata-de-uma-cidade-cheia-de-cor.ghtml

terça-feira, 14 de agosto de 2018


Mortos por desabamento de viaduto na Itália chegam a 35

Ponte em Gênova sofreu colapso estrutural. Região foi atingida por chuvas e havia pontos de alagamento no momento do acidente



Desabamento de viaduto na região de Gênova deixou pelo menos 35 mortos na Itália

Desabamento de viaduto na região de Gênova deixou pelo menos 35 mortos na Itália

REUTERS/Stefano Rellandini/14.08.2018
Subiu para 35 o número de mortos em decorrência do desabamento de um viaduto perto da cidade portuária de Gênova, no norte da Itália, nesta terça-feira (14). As informações foram são da Agência Ansa. 
O viaduto, chamado de Ponte Morandi, sofreu um colapso estrutural, segundo a Defesa Civil local. Choveu muito nesta manhã na região e havia pontos de alagamento no momento do acidente.
De acordo com socorristas ouvidas pela Ansa, há risco de que outras partes do viaduto entrem em colapso.
A área ao redor do viaduto foi evacuada por conta do risco de novos desabamentos.
Acidente esfacelou 100 metros do viaduto
Na hora do acidente, havia entre 30 e 35 carros sobre o viaduto, além de três caminhões.
O viaduto atravessa Polcevera, em Gênova, e passa pelos bairros de Sampierdarena e Cornigliano, que ficam próximos ao aeroporto local. É considerado uma das principais vias de acesso pela capital da Ligúria.
Em imagens cedidas pela polícia italiana é possível ver parte do trecho de 100 metros do viaduto se esfacelando. Assista abaixo. 
sposta das autoridades
O primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, foi informado do acidente e está acompanhando o caso com seu gabinete — ele deve visitar o local ainda nesta terça-feira. Matteo Salvini, ministro do Interior, disse que 200 bombeiros estão tentado resgatar as vítimas.
"Estou seguindo com a máxima apreensão o que aconteceu em Gênova, e parece ser uma tragédia. Estamos em contato com a empresa que administra a autoestrada", disse o ministro dos Transportes da Itália, Danilo Toninelli.
Líderes internacionais também demonstraram solidariedade à Itália pelo desabamento. "Os nossos pensamentos estão com as vítimas, com seus familiares e com todo o povo italiano", escreveu o presidente francês, Emmanuel Macron, em sua conta oficial no Twitter. "A França está ao lado da Itália nesta tragédia e permanece pronta para dar o apoio necessário."
A chanceler alemã, Angela Merkel, também comentou sobre o acidente em Gênova. "Envio a minha solidariedade ao povo de Gênova e de toda a Itália depois desse terrível desabamento da ponte", disse. "O meu pensamento e o de muitos alemães vai às vítimas e a seus familiares", acrescentou.
Histórico
O viaduto Polcevera, chamado de Ponte Morandi, atravessa Polcevera, em Gênova, e passa pelos bairros de Sampierdarena e Cornigliano, que ficam próximos ao aeroporto local. É considerado uma das principais vias de acesso pela capital da Ligúria.
Projetado pelo engenheiro Riccardo Morandi, o viaduto foi construído entre 1963 e 1967 e chegou a ser batizado e "Ponte do Brooklyn" pelas semelhanças com o ponto turístico de Nova York. A construção mede 1.182 metros e obras de reestruturação no local haviam sido realizadas em 2016. 
Segundo a ANSA, o viaduto atualmente passava por novas obras de manutenção e estava com um guindaste instalado para auxiliar os trabalhos, informou a empresa Autostrade, que administra as rodovias da Itália.        https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/3905402/mod_resource/content/1/manual_de_neonatologia.pdf        

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Esmeralda Arosemena de Troitiño, vice-presidente da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), é uma senhora acostumada a ouvir re...