quarta-feira, 7 de novembro de 2018

As eleições já foram, mas a ameaça das fake news continua

Brasil é o país que mais acredita em informações falsas; 89,77% dos eleitores de Bolsonaro caíram nelas nessas eleições

Brasil de Fato | São Paulo (SP) 
Por G1 Rio 

Museu Nacional foi destruído por incêndio no dia 2 de setembro — Foto: Reuters/Ricardo MoraesMuseu Nacional foi destruído por incêndio no dia 2 de setembro — Foto: Reuters/Ricardo Moraes
Museu Nacional foi destruído por incêndio no dia 2 de setembro — Foto: Reuters/Ricardo Moraes
O Museu Nacional, no Rio de Janeiro, retormará suas atividades 45 dias depois do incêndio que destruiu sua sede. A Secretaria do Patrimônio da União (SPU), do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, vai ceder uma área da União para abrigar laboratórios de pesquisa e centro de visitação para estudantes. O Museu Nacional foi destruído por um incêndio em 2 de setembro passado. A Polícia Federal investiga o 
caso. 
O terreno localizado em São Cristóvão, na Zona Norte da cidade, tem 49,3 mil metros quadrados e fica a cerca de um quilômetro da sede do museu. A área será dividida com o Tribunal de Justiça do RJ (TJRJ) que ficará com 10 mil metros quadrados.
A notícia foi confirmada, nesta quarta-feira (17) pelo secretário do Patrimônio da União, Sidrack Correia ao diretor do Museu Nacional, Alexander Kellner, e ao juiz auxiliar da presidência do TJRJ, Marcello Rubioli.
A área já está liberada e será iniciado o processo para a cessão de uso do imóvel pela Superintendência do Patrimônio da União no Rio de Janeiro (SPU-RJ).
Ainda será firmado um convênio de cooperação técnica entre a direção do museu e o Tribunal de Justiça para a construção dos laboratórios e do centro de visitação. 
Contêineres, orçados em R$ 2,2 milhões, serão comprados com recursos do Fundo de Penas Pecuniárias do TJRJ para serem utilizados pelos pesquisadores do museu. 
De acordo com o diretor do museu, Alexandre Kellner, primeiro serão montados os laboratórios para que os funcionários retomem suas atividades. Em seguida, se construirá o centro de visitação destinado a estudantes do RJ.
Por ano, o museu recebe 20 mil alunos de 600 escolas, segundo o diretor Kellner.

O Tribunal de Justiça instalará no terreno a sua área de transporte.


Arte com lixo vira projeto colaborativo no Instragram

A artista Dominic McCann se vale de dejetos para alertar sobre questões ambientais, como a quantidade de plástico nos oceanos

Por: Redação
Artistas estão sempre criando, em qualquer situação cotidiana. Assim acontece com Dominic McCann. Foi ao levar as filhas para a escola que ela pensou em colher material para fazer arte com lixo.
Quando postou no Instagram a foto de uma tartaruga que construiu com dejetos, o sucesso foi tão grande que originou uma iniciativa.
A arte com lixo de Dominic Mccann chama a atenção para questões ambientais
Crédito: Reprodução/projectlittercritterA arte com lixo de Dominic Mccann chama a atenção para questões ambientais
O #projectlittercritter, ou pequena criatura, na tradução do inglês, nasceu de fato na ocasião em que Dominic passou férias na Malásia.
Lá, participou de um mutirão de coleta de lixo na praia. Meia hora de trabalho foi o suficiente para que o grupo recolhesse mais de uma dúzia de sacos de dejetos.
A tartaruga foi pioneira nesse projeto de arte com lixo
Crédito: Reprodução/projectlittercritterA tartaruga foi pioneira nesse projeto de arte com lixo
Com a ajuda do parceiro e das filhas, Dominic produziu uma escultura de tartaruga-de-pente. A artista escolheu essa espécie para fazer sua arte com lixo justamente por ela ser ameaçada de extinção.
Afinal, muito do perigo que esse e outros bichos correm se deve ao lixo na natureza, sobretudo os plásticos que inundam mares e oceanos.

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Uma simpática raposa
Crédito: Reprodução/projectlittercritterUma simpática raposa
Como a arte com lixo de Dominic viralizou, ela abriu o projeto para outros colaboradores. Eles fotografam suas próprias esculturas de dejetos para serem postadas nas mídias sociais da artista.
O projeto de arte com lixo é aberto para colabores
Crédito: Reprodução/projectlittercritterO projeto de arte com lixo é aberto para colabores
A arte chama a atenção para o lixo plástico nos oceanos
Crédito: Reprodução/projectlitterclitterA arte chama a atenção para o lixo plástico nos oceanos

O rap é a música de protesto em 2018


 O rap nacional é a prova de que dá para falar de política e fazer música boa até hoje



Nomes da nova geração: JXNVS, BK e Sant - Fábio Rossi / Agência O Globo
Às vésperas de uma eleição de tamanha oposição ideológica, a música brasileira aparece em uma encruzilhada criativa. De um lado, os artistas revelam seus posicionamentos políticos nas redes sociais, agradando ou não a seus fãs. De outro, parecem achar cada vez mais tóxico escrever,cantar ou tocar algo que tenha qualquer relevância política. Um olhar rápido poderia até dar razão à ideia rasa de que arte e política não se misturam. Isto é, se não existisse o hip-hop. 
Contrariando as estatísticas, o rap nacional chegou ao que talvez seja sua maior popularidade na história. É o estilo mais ouvido no planeta desde 2017, e no Brasil já acumulou bilhões de plays entre Spotify e YouTube apenas com artistas surgidos nos últimos anos. E sem jamais abrir mão da veia política de suas rimas.
Seria óbvio — e até preguiçoso — mostrar como Racionais MC’sSNJFacção CentralSabotage e Planet Hempusavam a desigualdade social, a violência, o racismo e a miséria como combustível para suas rimas que chegavam nos ouvidos da juventude. 
Mas não é preciso voltar tanto assim no tempo. Hoje mesmo, Djonga lota casas de show no país cantando versos como: Um boy branco, me pediu um high five/Confundi com um Heil, Hitler/Quem tem minha cor é ladrão/Quem tem a cor de Eric Clapton é cleptomaníaco. Ou BK, que canta Enquanto a padaria manipula a massa, vende Bolsonaro/Há! Eu que trago o sonho chamam de lixo sonoro, em uma música ouvida mais de 30 milhões de vezes
Isso porque o rap é o som da periferia e da população negra do Brasil. Se não surgiu completamente politizado, o gênero há décadas caminha junto dos movimentos sociais. “Voz ativa”, do Racionais MC’s, é de 1992. Quase a mesma época da passagem por São Paulo de um dos maiores grupos de rap, o altamente politizado Public Enemy, que convidou os MC’s do Capão Redondo a abrirem seu show.
Muito se pensa na música de protesto brasileira como sendo os clássicos da MPB que embalaram os festivais da canção e foram imortalizados por Caetano, Chico e Gil. Não é verdade. O rap sempre foi iconoclasta e dedo na ferida. 
A sensação de que o protesto não tem mais vez, porém, é até compreensível. É o que se imaginaria vendo exemplos como o de Anitta, que passou por uma saia justa publicitária neste ano justamente por se furtar de tomar partido. Ou ouvindo a maioria esmagadora dos grandes sucessos pop e de sertanejo recente. Mas, como disse Mano Brown — que continua a voz mais relevante da música nacional, inclusive em sua fala no palanque de Haddad na Lapa —, o rap veio para sabotar nosso raciocínio. 
A vivacidade e a ousadia do estilo são justamente os fatores que o mantém vivo há décadas. E não foi diferente com a atual retomada de popularidade do hip-hop no país, que veio à reboque de uma nova cena de artistas focados em produção no YouTube e colaboração intensa com seus colegas. Tudo sem abrir mão do discurso forte.
Mas vamos combinar: não é por isso que só pode existir rap de mensagem. E essa é outra das particularidades do som, que faz com que ele seja quase unanimidade entre os jovens. Existe espaço para o protesto e para a curtição. Não deveria surpreender ouvir o Emicida emendar uma música romântica depois de um som de protesto em um show. 
E se você chegou até aqui sem saber quem são Diomedes ChinaskiDrik BarbosaBaco Exu do BluesTássia ReisRico Dalasam e Coruja BC1, não tem problema. Ainda dá tempo de correr atrás. O Brasil tem muito pano para manga, e o rap está aqui para ficar.

terça-feira, 6 de novembro de 2018

atualidades enem 2018

Por Elida Oliveira, G1
 
"Na face do velho, as rugas são letras [...] / O que os livros escondem, as palavras ditas libertam. / E não há quem ponha um ponto final na história." No último domingo (4), estas frases do poema "Do velho ao jovem" e a frase “A minha voz ainda ecoa versos perplexos”, do poema "Vozes-Mulheres", circularam por todo o Brasil em 4,1 milhões de provas de estudantes que comparecem ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018.
As frases são de autoria de Conceição Evaristo – mulher brasileira, negra, escritora, professora, 71 anos, nascida em 1946 no ventre de uma família pobre em que mulheres e homens não tiveram acesso nem ao curso primário, "mas carregaram em si um encanto pelo texto escrito", disse a escritora em entrevista ao G1.
Todos os anos, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo Enem, escolhe uma personalidade ou um tema para essas frases, que deverão ser transcritas por estudantes no cartão-resposta (o gabarito), que será enviado para a correção. Um etapa a mais para burlar fraudes.
A escolha deste ano dá destaque à literatura negra nacional. Conceição é reconhecida por produzir obras literárias (contos, poemas e romances) que falem da periferia do Brasil, da cultura negra de raiz africana – mais especificamente, da mulher negra brasileira.
A frase "Na face do velho as rugas são letras” estava na capa da prova rosa. “O que os livros escondem, as palavras ditas libertam” vinha na prova amarela. “E não há quem ponha um ponto final na história” estava na capa da prova branca. Na prova azul estava a frase “A minha voz ainda ecoa versos perplexos” (veja as íntegras ao fim da reportagem)
"Para mim foi uma surpresa muito grande. No momento em que soube, estava em pleno voo, voltando do Fórum das Letras de Ouro Preto. Acredito que o próprio MEC e o Inep têm professores e educadores que estão preocupados com temas atuais e textos literários que são produzidos a partir de novos lugares. Hoje se fala muito em novas narrativas. O momento presente pede isso", disse Conceição Evaristo em entrevista ao G1.

atualidades

Saberes Populares e Saberes Científicos

Comodidade:

Certamente as pesquisas científicas sempre buscam melhorar as situações trazendo assim mais comodidade ás pessoas.
Realmente as pesquisas científicas levam as pessoas a produzirem mais conhecimentos, trazendo melhorias e transformações na sociedade. Deste modo esta sociedade estará se enriquecendo, se informando, o que certamente propiciará maior comodidade para a vida das pessoas.

Imagens:

As imagens nos retrata o passado o presente e a melhoria do mundo com a ajuda da ciência.
Através das imagens percebemos as transformações que ocorrem com o passar dos tempos e assim podemos refletir sobre o quanto essas mudanças influenciaram e influenciam nossas vidas.

Tecnologia:

Acho que a ciência aliada á tantas tecnologias 'facilita" a vida das pessoas em várias áreas, por um lado é bom pois ajuda a agilizar nossas atividades e com isso ganhamos tempo, por outro lado as pessoas vão ficando acomodadas.
Atualmente a tecnologia está presente em nosso cotidiano o tempo todo e em todos os lugares. Penso que ela é de extrema importância para o desenvolvimento da sociedade.

Os conhecimentos que se acumulam no nosso cotidiano, de geração para geração, representa assim o saber popular de um indivíduo ou de um grupo. O saber popular pode variar de uma pessoa ou grupo para outro, dependendo do meio em que se vive.
O saber popular é subjetivo, qualitativo, heterogêneo, individualizado, mas também generalizado e identifica ciência como magia, é o que as pessoas pensam que é verdade e nasce da experiência cotidiana.
Para algumas pessoas, o saber popular é inferior á ciência, porém por muito tempo, as pessoas sobreviveram sem a ciência.
Já o saber científico procura explicar os acontecimentos e fatos de maneira racional, clara, objetiva, simples, verdadeira, opondo-se assim ao saber popular. É  um trabalho de investigação e pesquisa, baseado em métodos permitindo ao homem conhecer, dominar e transformar o mundo.
O saber científico é objetivo, quantitativo, homogêneo, generalizador, diferenciador e podemos citar alguns exemplos: aparentemente o sol move-se no céu, e podemos medir o tempo através desse movimento, mas na realidade, esse movimento 'aparente" do Sol é gerado pelo movimento de rotação da terra; os eclipses, terremotos, furações e outros fenômeno não são acontecimentos mágicos, pois podem ser explicados cientificamente, através das leis da física.
Assim, o saber popular e saber científico possuem a mesma necessidade básica, a necessidade de compreender o mundo para que se possa sobreviver e viver melhor.
http://praticaescolarciencias.blogspot.com/2012/04/saberes-populares-e-saberes-cientificos.html

artes



Aspecto da mostra "Chroma" e Daoulas, França(Unknown)

As cores e formas das tranças nigerianas

Aspecto da mostra "Chroma" e Daoulas, França
A fotógrafa americana Medina Dugger, laureada com o prémio Magnum Photo & LensCulture Awardee 2017, criou uma série fotográfica celebrando a diversidade das tradicionais tranças africanas, particularmente as do país onde vive, a Nigéria. “Chroma” está actualmente em exibição em França.
Com Lagos como a sua base, a fotógrafa Medina Dugger tem se destacado na cena mundial de arte contemporânea, com várias publicações internacionais a fazerem referência às suas fotografias das ruas e cultura da Nigéria.
““Chroma” é uma série em construção que celebra os penteados femininos tradicionais na Nigéria através de uma perspectiva contemporânea e fantasiosa. As imagens são inspiradas pelas moda de cabelos coloridos em Lagos e também pelo fotógrafo nigeriano J.D. Ojeikere”, diz a própria artista sobre o seu trabalhando. e fazendo referência ao fotógrafo africano que durante 40 anos registou em fotografias a preto e branco milhares de diferentes penteados de mulheres nigerianas num trabalho considerado um estudo sociológico.
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Na sua conta no Instagram, Dugger escreve que os métodos africanos de trançar o cabelo remontam a milhares de anos e estes foram sendo influenciados pelos padrões culturais/sociais, eventos históricos e a globalização.
“Os penteados variam de ser puramente decorativos a transmitir entendimentos mais profundos, mais simbólicos, revelando status social, idade e tradições tribais / familiares. Ojeikere fotografou o retorno ao design tradicional de cabelo depois que a Nigéria recuperou sua independência dos britânicos. Perucas e alisamento se tornaram mais populares durante a #colonialrule, já que as mulheres nigerianas começaram a se conformar ao padrão ocidental de beleza”, explica a artista, que faz questão de sublinhar a profundidade da pesquisa e imersão na cultura nigeriana a que se dedicou para realizar este trabalho.
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A exposição “Chrome” estará em Daoulas, França, até o mês de Novembro. A estimativa é de que cerca de 60 mil pessoas visitem a exibição.
https://expressodasilhas.cv/lifestyle/2018/10/08/as-cores-e-formas-das-trancas-nigerianas/60405

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