domingo, 6 de maio de 2018

O RIO reforça ligação entre a musica e arte visual

RIO — Muitas vezes colocados em campos opostos, os universos do samba e das artes visuais têm uma longa história de contatos e cruzamentos, que vão da produção pictórica de sambistas como Heitor dos Prazeres e Nelson Sargento às contribuições de ex-alunos da Escola de Belas Artes aos desfiles carnavalescos — alguns dos quais transformaram a dinâmica do espetáculo, a exemplo de Fernando Pamplona e Rosa Magalhães.
Essa ligação é um dos pontos centrais da exposição “O Rio do samba: resistência e reinvenção”, que vai ocupar o Museu de Arte do Rio (MAR) a partir de amanhã com cerca de 800 itens, entre pinturas, esculturas, objetos, fotos, vídeos e material documental. A mostra é dividida em núcleos temáticos que apresentam o desenvolvimento da cultura do samba no Rio, desde a herança trazida pelos diferentes grupos de africanos escravizados à presença desta expressão como um dos marcos identitários brasileiros.





  • 'Salve! Cordão da Bola Preta Penha 1936', de autor desconhecidoFoto: Divulgação

  • 'Orquestra', guache sobre papel de Lasar Segall, de 1933Foto: Divulgação

  • 'Carnaval no Rio', cópia fotográfica de gelatina e prata de autoria de AliwuFoto: Divulgação

  • 'Bloco Cacique de Ramos', foto de Alair GomesFoto: Divulgação

  • Foto de Almir Guineto, de 2014, assinada por Ierê FerreiraFoto: Divulgação

A exposição reúne obras de artistas do século XIX, como Debret e Rugendas, até a produção contemporânea de nomes como Jaime Lauriano e Dalton Paula, passando pelos modernistas Portinari e Di Cavalcanti. Assinada por Evandro Salles, diretor cultural do MAR (realização da Prefeitura do Rio em parceria com a Fundação Roberto Marinho) e pelos curadores Clarissa Diniz e Marcelo Campos, a coletiva contou com o compositor e escritor Nei Lopes como curador convidado.
— Começamos a pesquisa há cerca de um ano e decidimos convidar um curador externo com larga experiência neste universo, ao mesmo tempo que, através de sua pesquisa, nos ajudasse a construir uma abordagem conceitual e crítica sobre a trajetória do samba no Rio — explica Salles. — Não queríamos nos restringir a uma narrativa alegórica, centrada só na música ou na dança, e sim tratar do universo que o samba engendra, com suas complexidades.
Detalhe da instalação interativa de Ernesto Neto e Leandro Vieira, com fotos de Bruno Veiga ao fundo- Leo Martins / Agência O Globo
Um dos momentos-chave da relação entre o samba e as artes visuais, a tentativa frustrada de Hélio Oiticica de entrar no MAM com integrantes da Mangueira na abertura da mostra “Opinião 65”, é abordada em “O Rio do samba” pela presença de réplicas de Parangolés (que podem ser vestidos pelo público) e imagens do artista com integrantes da escola.
— Talvez Hélio seja o artista que tenha conseguido lidar melhor com as contradições desse processo, quando ele entende, por meio da Mangueira, que a arte não é um objeto isolado de um complexo cultural em que está inserida — analisa Clarissa. — Os Parangolés surgem como este ponto de virada, em que ele explode a moldura, o objeto, e transporta a arte para o corpo, o imaterial, o tempo.
Contando também com obras comissionadas — como a instalação criada em parceria por Ernesto Neto e o carnavalesco da Mangueira, Leandro Vieira, para a Sala de Encontro — a exposição reflete, a partir da produção contemporânea, questões relacionadas a temas como a escravidão e segregação social. A participação de artistas negros ou com trabalhos relacionados à cultura negra reforça a pluralidade da narrativa.
— Desde a implantação das cotas, vivenciamos o aumento da presença de artistas negros na cena contemporânea — destaca Marcelo Campos. — Por outro lado, precisamos rever os modos de abordar estes assuntos. A mostra não traz correntes ou instrumentos de suplício para falar da escravidão, são coisas que a população negra não quer ver. Mas fazemos isso sem simular uma naturalidade nas relações, ainda há muita luta e resistência para conquistar espaços.

Para Nei Lopes, a criação de uma narrativa dentro de uma perspectiva histórica sem apagar as tensões sociais e culturais é um dos pontos centrais da exposição.
— A reinvenção está exatamente em nossa meta de deslocar o foco do evento carnavalesco, como sempre é feito, para uma visão mais ampla e completa — aponta o curador convidado, que reforça a relevância da presença de autores negros na mostra. — É importantíssimo que nós artistas negros sejamos não só o corpo mas também o espírito e a voz de nossas criações. Isso ainda não tem sido totalmente possível, mas estamos no caminho.


Leia mais: https://oglobo.globo.com/cultura/artes-visuais/o-rio-do-samba-reforca-ligacao-entre-genero-musical-artes-visuais-22632124#ixzz5Ekp9rPSj 
stest 

sábado, 5 de maio de 2018

As Artes Visuais são as formas de arte como a cerâmicadesenhopinturaesculturagravuradesignartesanatosfotografiavídeoprodução cinematográfica e arquitetura. Muitas disciplinas artísticas (artes cênicasarte conceitualartes têxteis) envolvem aspectos das artes visuais, bem como artes de outros tipos. Também incluído no campo das artes visuais[1] são as artes aplicadas[2]tais como desenho industrialdesenho gráficodesign de modadesign de interioresarte decorativa.[3]
https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Artes_visuais
arte abstrata ou abstracionismo é geralmente entendido como uma forma de arte (especialmente nas artes visuais) que não representa objetos próprios da nossa realidade concreta exterior. Ao invés disso, usa as relações formais entre cores, linhas e superfícies para compor a realidade da obra, de uma maneira "não representacional". Surge a partir das experiências das vanguardas europeias, que recusam a herança renascentista das academias de arte, em outras palavras, a estética greco-romana. A expressão também pode ser usada para se referir especificamente à arte produzida no início do século XX por determinados movimentos e escolas que genericamente encaixam-se na arte moderna.
No início do século XX, antes que os artistas atingissem a abstração absoluta, o termo também foi usado para se referir a escolas como o cubismo e o futurismo que, ainda que fossem representativas e figurativas, buscavam sintetizar os elementos da realidade natural, resultando em obras que fugiam à simples imitação daquilo que era "concreto".
https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Arte_abstrata

G1 reúne mais de 4 mil notícias de violência contra a mulher em 10 anos

Violentamente espancada", "ferida com golpes de facão", "amarrada dentro da própria casa", "incendiada pelo marido". A violência contra a mulher está presente em todos os estados, em todos os estratos sociais. Nos 10 anos da Lei Maria da Penha, o G1 compilou reportagens publicadas de 2006 até julho de 2016 – período que compreende a vigência da lei. São 4.060 textos, que reúnem histórias de mulheres agredidas, estupradas e mortas por maridos, companheiros, namorados ou ex-parceiros
http://g1.globo.com/politica/noticia/2016/08/g1-reune-mais-de-4-mil-noticias-de-violencia-contra-mulher-em-10-anos.amp

O Corpo de Bombeiros localizou no início da tarde desta sexta-feira (4) o corpo de um dos seis desaparecidos após o desabamento de um prédio há três dias no centro de São Paulo. Segundo os bombeiros, às 14h de ontem a cadela Vasty identificou um sinal em meio aos escombros. As equipes passaram, então, a remover manualmente o material até encontrar a vítima, 22 horas depois. 
Nesta sexta, mais duas pessoas passaram a ser consideradas oficialmente desaparecidas após o desabamento do prédio: uma mulher chamada Eva e o marido dela, Walmir. Família e amigos notificaram o desaparecimento. Além do casal, também estão desaparecidos Selma e seus dois filhos gêmeos.
https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2018/05/04/bombeiros-encontram-corpo-no-local-do-desabamento-de-predio-em-sp.amp.htm

'Talvez, se morrermos, possamos brincar': os comoventes desenhos de crianças afetadas pela guerra na Síria


"Talvez, se morrermos, poderemos brincar". Este é um sentimento ecoado por várias crianças que sofrem com a guerra na Síria, diz o médico Mohammad Khalid Hamza.


 As crianças, assim como a população civil, foram empurradas para um sangrento teatro de guerra há sete anos (2011), no conflito entre governo e rebeldes que já deixou mais de 350 mil mortos, provocou a fuga de 5 milhões de pessoas para outros países, devastou cidades e envolveu outros países.


 Hamza lidera um time de médicos e psicólogos da Sociedade Médica Sírio-Americana (Sams) que trabalha com crianças afetadas pelos sete anos de conflito. Ele e outras organizações humanitárias têm coletado desenhos feitos pelos pequenos pacientes.

As obras, feitas por crianças de até 14 anos, revelam como elas enxergam a guerra. Os nomes de alguns dos autores foram omitidos por razões de segurança.Direito de imagemSAMSImage captionAs legendas neste desenho dizem: "Força aérea de Assad (presidente da Síria)", "ambulância", "as crianças de Khan Sheikhoun" e "sangue das crianças". Segundo a ONU, a cidade de Khan Sheikhoun foi palco, em abril de 2017, de um ataque químico promovido por forças do governo e que deixou dezenas de mortos, entre eles, várias crianças; o governo nega ter realizado o ataque.Direito de imagemSAVE THE CHILDRENImage captionAs palavras escritas em vermelho dentro das lágrimas dizem: "Bela Síria".Direito de imagemSAMSImage captionEste desenho mostra um aparente ataque aéreo com mísseis atingindo um edifício. O texto acima do soldade que dispara uma metralhadora diz: "Este é nosso exército de resistência. Nação, honra e lealdade".Direito de imagemSAVE THE CHILDRENImage captionEste desenho mostra um adulto de pé ao lado de um cadáver. "Isto é a Síria", diz a frase escrita acima do desenho. O médico Hamza, neuropsicólogo da Sociedade Médica Sírio-Americana, diz que as crianças que conheceu se mostraram desprovidas de qualquer esperança no futuro.Direito de imagemSAMSImage captionMais da metade da população da Síria foi desalojada por causa da guerra. Mais de 5,6 milhões sírios deixaram o país. Apesar dos riscos em cruzar o mar Mediterrâneo em embarcações inadequadas e controladas por coiotes - muitos barcos viraram ou naufragaram, deixando centenas de mortos - milhares de refugiados têm buscado asilo na Europa. Desenho feito por uma criança mostra uma embarcação no mar com um grupo de pessoas à bordo e outras na água.Direito de imagemSAMSImage caption"Minha pátria", diz a legenda acima do desenho. Mais de 118 mil sírios foram presos ou desapareceram desde 2011. A grande maioria foi detida por forças governamentais, de acordo com a Rede Síria pelos Direitos Humanos, um grupo de monitoramento internacional.Direito de imagemSAMSImage captionA legenda na parte superior do desenho diz: "Irmãos: Safa, Zahra, Fatima, Osama, Joud". A legenda na parte inferior do desenho diz (da esquerda para a direita): "Meu pai em 2010", "Meu pai em 2011", "Meu pai em 2014".Direito de imagemUNICEFImage captionMyassar, de 14 anos: "Eu desenhei a mim e à minha irmã chorando quando meu pai nos deixou, há dois anos. Não sabemos nada dele. Esta é minha lembrança mais triste".Direito de imagemSAMS/AFPImage captionEste desenho de uma criança síria parece mostrar a torre do relógio, na praça central de Homs, como era antes e depois da guerra. A terceira maior cidade da Síria já foi considerada a "capital da revolução" contra o president Bashar al-Assad. Ela foi devastada no enfrentamento entre governo e forças rebeldes.Direito de imagemSAMSImage captionDesenho cita poema famoso no mundo árabe que se tornou grito de guerra durante os protestos da Primavera Árabe.

O desenho acima cita um poema do famoso poeta tunisiano Abu al-Qasim al-Shabbi, chamado A vontade de viver. É um verso amplamente ensinado nas escolas do mundo árabe e que se tornou um dos "gritos de Guerra" dos protestos da Primavera Árabe, movimento popular que reivindicava a transição dos regimes autoritários para a democracia.

O primeiro verso diz:



"Se um dia o povo deseja viver, então o destino vai responder ao seu clamor. A noite vai desvanecer e as correntes vão se quebrar e cair".

Artes
http://www.bbc.com/portuguese/internacional-43976069


Justiça não têm feito 'a lei valer para todos', diz Dogde.

Para a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, a Justiça brasileira "não é para todos".

"Ela costuma atingir muito rapidamente para os que não podem pagar por advogados, em geral pessoas pobres, presas em flagrante e que ficam encarceiradas por longos anos. Todavia, a Justiça atinge, quando atinge, muito lentamente os que têm recursos financeiros para manter um processo aberto e interpor sucessivos recursos, que impedem uma condenacao definitiva, ou (impedem) a pena de ser cumprida", avaliou.
Em palestra para alunos das universidades de Harvard e MIT, nos Estados Unidos, no sábado, Dodge não fez qualquer menção ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que simultaneamente discursava para apoiadores em São Bernardo do Campo, pouco antes de se apresentar à Polícia Federal.
Mas a procuradora-geral falou muito sobre a criminalidade entre políticos. "Os mais ricos não têm sido responsabilizados criminalmente pelos crimes de corrupção, e os mais pobres continuam à margem da proteção da lei quando se trata de direitos fundamentais".
A conclusão, segundo Dodge, é "que prendemos muito, mas prendemos mal".
"A maioria são jovens presos por furtos, por tráfico de pequenas quantidades de droga. No entanto, autores de crimes de colarinho branco, os que furtam elevada quantidade de recursos públicos, ou estão soltos, muitos sequer foram investigados e punidos."
"Os donos dos negócios de tráfico de armas, drogas e munição também não estão presos", prosseguiu.

Impunidade

Dodge evitou contato com a imprensa durante todo o evento. Questionada a respeito de uma nova rodada de votos do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre prisões após condenação em segunda instância, não mostrou preocupação: "Vejo isso com muita tranquilidade, porque o STF já se manifestou quatro vezes na mesma linha".
Durante a palestra, a primeira mulher a assumir a Procuradoria-Geral da República comentou "a crescente sensação de impunidade e desconfiança nas decisões judiciais", que vem dominando debates em redes sociais e nas ruas. "As decisões (judiciais) são muitas, mas pela minha experiência de 30 anos de Ministério Público, posso dizer que são bem fundamentadas", afirmou. "Mas elas não têm produzido esse efeito de fazer a lei valer para todos".
A desconfiança, para a chefe do Ministério Público Federal, seria fruto da "interposição sucessiva de recursos" - tema muito discutido nesta semana no Brasil, graças aos recursos negados ao ex-presidente petista na Suprema Corte.
A procuradora-geral foi além e sugeriu que a impunidade de poderosos - empresários e políticos - contribui para a desigualdade social no país, já que verbas desviadas de serviços públicos não chegam até a população. Os brasileiros teriam demorado a acordar para essa situação, segundo Dodge.
"As pessoas apropriavam-se de bens públicos, utilizavam helicópteros públicos para fins privados, permitiam construção de obras públicas em obras privadas, uso de servidores públicos para prestar serviços privados, permitiam e toleravam a corrupção de verbas públicas", afirmou.
"Isso (vinha) impedindo a prestação de serviços para a população. Saúde, educação, transportes contam há muitos anos com orçamento público elevado, mas nunca tivemos atitudes incisivas para cobrar que fossem efetivamente utilizados".
Para Dodge, no entanto, "a (operação) Lava Jato, o (julgamento do) mensalão e algumas poucas novidades têm mudado esse quadro".
Ao comentar o crescente empenho da sociedade em cobrar punição a corruptos, Dodge citou uma frase do ícone americano de direitos civis Martin Luther King, cuja morte acaba de completar 50 anos. "Quando os fatos se reúnem aos sentimentos, quando o que acontece na realidade é compartilhado pela percepção das pessoas, surge a urgência do agora."

O tamanho da Justiça

A plateia se impressionou com os números apresentados pela procuradora-geral. O Judiciário brasileiro, segundo Dodge, tem 242 mil servidores - um volume semelhante ao dos Ministérios Públicos espalhados pelo país.
"Por outro lado, o Judiciário é muito demandado pela população", prosseguiu. "Em 2016, havia 80 milhões de processos para 18 mil juízes - o equivalente a quase 4,5 mil processos para cada magistrado."
"A carga de trabalho é imensa. Cada um julga uma média de 2 mil processos por ano e sentencia 8,3 processos por dia util de trabalho. Não é pouco", resumiu.
Segundo as estatísticas apresentadas pela PGR, existem atualmente 14 processos em andamento para cada 100 brasileiros. "É uma intensa judicialização, talvez devido à falta de outros mecanismos mais disseminados de resolução de conflitos, como a arbitragem".
Atualidades
http://www.bbc.com/portuguese/brasil-43686278

Ativistas temem escalada de violações aos direitos humanos com Bolsonaro

Esmeralda Arosemena de Troitiño, vice-presidente da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), é uma senhora acostumada a ouvir re...