segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Frances Bean Cobain, que EUA precisam superar tabu envolvendo doenças mentais -Lorena Lunardi

Cantor morreu em 1994 após disparar um tiro contra si durante batalha contra vício em heroína. 'Há uma associação de que é vergonhoso e isto não deveria ser', disse Frances.


A filha do músico Kurt Cobain disse nesta terça-feira (17) que os Estados Unidos deveriam superar seu tabu sobre doenças mentais e vícios, quase um quarto de século após seu pai se matar.
Frances Bean Cobain falava na Irlanda no lançamento de uma nova exibição dos pertences do líder da banda Nirvana. Cobain morreu em 1994, aos 27 anos, por um tiro disparado contra si enquanto lutava contra o vício em heroína.


“Há uma associação de que é vergonhoso e isto não deveria ser”, disse Frances Bean, que também lutou contra vício.


“É tabu... apesar do fato de que é presente em nossa sociedade todos os dias. E eu acho que na Europa é um pouco menos tabu, eu acho que na América é muito, muito desaprovado”, disse à Reuters
.

Junto da irmã de Kurt, Kim, e da mãe do cantor, Wendy O’Connor, Frances Bean participou da exibição no Museum of Style Icons, em Newbridge, a 50 quilômetros de Dublin.


De rascunhos e desenhos a roupas e um carro, a exibição “Growing Up Kurt Cobain” mostra dezenas de itens pessoais de Cobain, alguns nunca antes vistos pelo público.


Fãs de Cobain, que popularizou o estilo grunge na década de 1990, podem ver o suéter verde listrado que ele vestiu no clipe do sucesso de 1991 “Smells Like Teen Spirit” e na premiação da MTV para a mesma música.


Os desenhos de personagens de desenhos animados feitos pelo cantor na infância, músicas escritas a mão e o carro Dodge Dart 1965 azul também fazem parte da exibição.


“Parecia o momento certo para mostrar quem Kurt realmente era como uma criança crescendo. Para voltar às suas raízes de ser uma criança, quando ele era mais feliz”, disse Kim Cobain.
O pequeno museu no condado de Kildare recebeu a exibição em parte porque seu dono conhece a família Cobain. O museu também possui roupas vestidas por ícones como Audrey Hepburn, Elizabeth Taylor e Grace Kelly em exibição e já recebeu exposições dedicadas a Michael Jackson e Prince.

link:https://g1.globo.com/pop-arte/musica/noticia/2018/07/18/frances-bean-cobain-filha-de-kurt-cobain-diz-que-eua-precisam-superar-tabu-envolvendo-doencas-mentais.ghtml


Jovem indonésio sobrevive após ficar 49 dias à deriva em cabana flutuante no Oceano Pacífico

Aldi Novel Adilang, de 19 anos, se alimentou de peixes, e teve a sorte de ser resgatado por um navio, que o levou até o Japão.

Um jovem indonésio sobreviveu 49 dias à deriva no mar, em uma cabana de pesca flutuante, até ser resgatado por uma navio de bandeira panamenha, e conseguir voltar para casa após ser deixado no Japão por essa embarcação.

As informações são da correspondente na indonésia do jornal britânico “The Guardian”.
Aldi Novel Adilang, de 19 anos, trabalhava acendendo lâmpadas em uma armadilha flutuante de peixes, conhecida localmente como rompong, que ficava a 125 km de distância mar adentro.

Acendedor de lâmpadas

Seu trabalho era acender as lâmpadas do rompong, que tem luzes para atrair os peixes. De acordo com seu pai, ele vinha fazendo essa função desde os 16 anos.
A cada semana, alguém da empresa para a qual trabalhava vinha recolher os peixes das armadilhas e entregar novos suprimentos de comida, água e combustível.
A pequena cabana de madeira flutuante - uma das 50 pertencentes à empresa e espalhadas pelas águas de Manado, ficava ancorada ao fundo do mar por uma longa corda e flutuava graças a boias.No entanto, em meados de julho, os ventos fortes arrebentaram a amarra e deixaram Aldi à deriva no oceano.
O rapaz tinha apenas alguns dias de suprimentos e sobreviveu pegando peixes, queimando madeira de sua cabana para cozinhá-los, e sugando água do mar de suas roupas para tentar reduzir a ingestão de sal.
O consulado indonésio em Osaka disse que 10 navios haviam passado pelo jovem indonésio antes que um navio de bandeira panamenha, MV Arpeggio, finalmente o recolhesse nas águas da ilha de Guam em 31 de agosto - mais de um mês e meio depois.
"Toda vez que ele via um grande navio, ficava com esperança, mas mais de dez navios passaram por ele, nenhum deles parou ou viu o Aldi", disse Fajar Firdaus, um diplomata indonésio do consulado em Osaka.

Aldi inicialmente agitou um pano para o MV Arpeggio, mas, ao não conseguir atrair a atenção da tripulação do navio, enviou um sinal de rádio de emergência.
Entrevistado pelo portal de notícias local TribunManado, Aldi disse que achava que "ia morrer lá fora". Ele disse que chegou a pensar em desistir de sobreviver e pular no oceano, mas lembrou-se do conselho de seus pais, para rezar em momentos de de desespero -- ele tinha uma Bíblia a bordo.
Depois de resgatá-lo, o capitão falou com a guarda costeira de Guam, mas, como o navio se dirigia para o Japão, decidiu-se que o jovem seria entregue aos funcionários do consulado de seu país na chegada ao Japão, no dia 6 de setembro.
O jovem voltou para sua cidade natal, Manado, em 8 de setembro, acompanhado por funcionários do consulado, e está com boa saúde.
Postagem para Atualidades

Escola de artes Fêgo Camargo abre inscrições para 493 vagas em Taubaté

Por G1 Vale do Paraíba e Região
 

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Escola Fêgo Camargo está com quase 500 vagas abertas em Taubaté
A escola de artes Maestro Fêgo Camargo, em Taubaté, abre nesta segunda-feira (24) as inscrições para 493 vagas em cursos nas áreas de artes visuais, dança, instrumento musical, canto e teatro.
O candidato pode se inscrever em apenas um curso e deve comparecer à secretaria da escola até a sexta-feira (28). Os interessados também devem passar por um teste para seleção, que acontecerá de 22 a 26 de novembro.
Os interessados devem apresentar xerox do RG, CNH ou da Certidão de Nascimento, cópia de um comprovante de residência atual (em nome do candidato maior de idade ou do responsável quando o mesmo for menor) e uma foto 3X4 recente.
A escola fica na rua Portugal, nº 38, Jardim das Nações. O horário de atendimento é das 8h às 11h e das 14h às 17h.

Museu Nacional: o que tinha no acervo consumido pelo fogo

Museu Nacional do Rio pegou fogo na noite de domingoDireito de imagemREUTERS
Image captionMuseu Nacional do Rio pegou fogo na noite de domingo
O Museu Nacional do Rio de Janeiro, consumido por um incêndio na noite deste domingo, conta com um dos maiores acervos de antropologia e história natural do país - são cerca de 20 milhões de itens.
Localizado na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, é o museu mais antigo e uma das instituições científicas mais importantes do Brasil.
Fundado por Dom João 6º no dia 6 de agosto de 1818, o museu acabou de completar 200 anos.
Atualmente, era administrado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e, por ser universitário, tinha caráter acadêmico e científico.
Muitas peças do acervo são exemplares únicos - de esqueletos de dinossauros a múmias egípcias, passando por milhares de utensílios produzidos por civilizações ameríndias durante a era pré-colombiana.

1. Luzia

Entre os itens provavelmente destruídos pelo fogo, está uma das principais atrações do museu: o fóssil humano mais antigo encontrado no Brasil, batizado de Luzia.
Descoberto em 1974 pela arqueóloga francesa Annette Laming-Emperaire, em Minas Gerais, teria 11.300 anos.

2. Sala dos dinossauros

Um dos grandes destaques da coleção de paleontogia é o esqueleto Maxakalisaurus topai, o primeiro dinossauro de grande porte a ser montado no Brasil. A ossada também foi encontrada em Minas Gerais.
Após um ataque de cupins na base de sustentação, em 2017, o Maxakalisaurus topai foi desmontado e guardado em caixas em um canto da sala de dinossauros, que foi fechada. O espaço foi reaberto em julho deste ano, após uma campanha de financiamento coletivo na internet.
Incêndio no Museu Nacional do Rio de JaneiroDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionHidrantes próximos ao Museu Nacional não estavam funcionando, segundo os bombeiros
De acordo com seus catálogos, o Museu Nacional possui uma das mais importantes coleções paleontológicas da América Latina, totalizando 56 mil exemplares e 18,9 mil registros.
A coleção consiste principalmente de fósseis de plantas e animais, do Brasil e de outros países, além de reconstituições e réplicas.

3. Meteorito Bendegó

A coleção conta ainda com o meteorito Bendegó, encontrado em Monte Santo, na Bahia, em 1794. Com 5.260 kg, a peça está na instituição desde 1888.
Por se tratar de um objeto metálico pesado, pode ser um dos poucos itens do museu que tenha sobrevivido às chamas.

4. Caixão de Sha Amun en su

Com mais de 700 peças, a coleção de arqueologia egípcia do Museu Nacional é considerada a maior da América Latina e a mais antiga do continente - com múmias e sarcófagos.
O caixão de Sha Amun en su é uma das atrações mais populares da seção. Trata-se de um presente que Dom Pedro 2º recebeu, em 1876, em sua segunda visita ao Egito.

5. Trono de Daomé

Outra raridade do acervo é o trono do rei africano Adandozan (1718-1818), doado pelos embaixadores do rei ao príncipe regente Dom João 6º, em 1811.

6. Coleção de arqueologia clássica

Uma das coleções mais valiosas do museu é a de arqueologia clássica, composta por 750 peças das civilizações grega, romana e etrusca.
Devido ao tamanho e ao valor, foi considerada o maior do gênero na América Latina.

7. Artefatos de civilizações ameríndias

O acervo de etnologia tinha artefatos da cultura indígena, como objetos raros do povo Tikuna, e afro-brasileira, além de itens de culturas do Pacífico. Havia pelo menos 1.800 artefatos de civilizações ameríndias da era pré-colombiana.
Segundo a historiadora Heloísa Bertol Domingues, o museu foi concebido nos moldes de instituições europeias. Na época da inauguração, quando o local ainda se chamava "Museu Real", Dom Pedro 1º escreveu que o objetivo era "propagar os conhecimentos e estudos das ciências naturais no Reino do Brasil".

'Tragédia para o Brasil e para o mundo'

Em nota, o Museu Nacional afirmou que ainda está mensurando os danos ao acervo.
"É uma enorme tragédia. A hora é de união e reconstrução. Infelizmente, ainda não conseguimos mensurar o dano total ao acervo, mas precisamos mobilizar toda a sociedade para a recuperação de uma das mais importantes instituições científicas do mundo", afirmou Alexander Keller, diretor do Museu Nacional, no texto.
A doutora em antropologia Alba Zaluar, que estudou no museu, classificou o incêndio como "uma imensa tragédia para o Brasil e para o mundo".
"O acervo do Museu Nacional é uma coisa única no Brasil, não tinha nada igual no país", afirmou Zaluar à BBC News Brasil.
"O prédio foi residência da família real. Tinha uma biblioteca da área de antropologia importantíssima. Estamos arrasados."
O presidente Michel Temer (MDB) disse, em nota, que o incêndio causou uma perda "incalculável ao Brasil".
"Foram perdidos duzentos anos de trabalho, pesquisa e conhecimento. O valor para nossa história não se pode mensurar, pelos danos ao prédio que abrigou a família real durante o Império. É um dia triste para todos os brasileiros", escreveu.

Prédio não teria alvará, segundo bombeiros

O incêndio começou às 19h30, quando o museu estava fechado, e só havia quatro seguranças no interior. Não foram registradas vítimas.
A reportagem da BBC News Brasil esteve no local. Em meio a um cenário de desespero, cidadãos ofereciam ajudam aos bombeiros para tentar debelar o fogo. Por volta das 23h20, o incêndio ainda não estava controlado.
Incêndio no Museu Nacional do Rio de JaneiroDireito de imagemREUTERS
Image captionBombeiros disseram que os hidrantes próximos ao museu não estavam funcionando
Segundo o coronel Roberto Bobadey, comandante-geral do Corpo de Bombeiros, membros da corporação tiveram problemas para encontrar água em hidrantes da região.
"Os dois hidrantes mais próximos estavam sem carga. Estamos usando o lago da Quinta da Boa Vista e de carros-pipa", disse.
O coronel também afirmou que o prédio não tinha alvará dos bombeiros para funcionar.
As causas do incêndio ainda são desconhecidas.

Ativistas temem escalada de violações aos direitos humanos com Bolsonaro

Esmeralda Arosemena de Troitiño, vice-presidente da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), é uma senhora acostumada a ouvir re...