sábado, 5 de maio de 2018

Prefeitura disse 3 vezes que prédio não tinha risco de desabar; União apontou custos para desocupar 

Superintendente citou crise econômica para justificar a não desocupação. Em fevereiro deste ano, União disse que Prefeitura já poderia providenciar retirada das famílias.Documentos obtidos pelo Jornal Hoje mostram por que o governo federal e Prefeitura de São Paulo não desocuparam o prédio que desmoronou na última terça-feira (1º) no Centro da capital paulista. 

Três relatórios assinados por um engenheiro da Prefeitura de São Paulo diziam que o prédio que desmoronou na última terça-feira (1º) não tinha problemas estruturais. O engenheiro deve ser ouvido na investigação que foi reaberta pelo Ministério Público Estadual depois da tragédia. 
O desabamento deixou ao menos um morto e os Bombeiros procuram ao menos cinco pessoas desaparecidas desde terça. 
Em novembro de 2016, o engenheiro Álvaro de Godoy Filho relatou que “referente à estrutura da edificação ou sua estabilidade, não verificamos anomalias que impliquem em risco para o prédio”. 
Em março de 2017, o relatório traz a mesma informação e ainda destaca que “não havia risco de desabamento”. Oito meses depois, em novembro, o engenheiro repete a mesma conclusão: “”não verificamos anomalias que impliquem em risco de desabamento”. 
Antes, em setembro de 2016, técnicos da Prefeitura de São Paulo não conseguiram realizar vistoria porque a entrada não foi permitida sem prévio agendamento com Ananias, homem apontado como coordenador da ocupação, apesar de ele ter negado em depoimento à polícia nesta sexta.


Prefeitura disse 3 vezes que prédio não tinha risco de desabar; União apontou custos para desocupar 

Superintendente citou crise econômica para justificar a não desocupação. Em fevereiro deste ano, União disse que Prefeitura já poderia providenciar retirada das famílias. 

Por Walace Lara, TV Globo e G1 SP
 

JH mostra como Prefeitura e Governo Federal lidaram com situação o prédio que desabou
Documentos obtidos pelo Jornal Hoje mostram por que o governo federal e Prefeitura de São Paulo não desocuparam o prédio que desmoronou na última terça-feira (1º) no Centro da capital paulista. 
Três relatórios assinados por um engenheiro da Prefeitura de São Paulo diziam que o prédio que desmoronou na última terça-feira (1º) não tinha problemas estruturais. O engenheiro deve ser ouvido na investigação que foi reaberta pelo Ministério Público Estadual depois da tragédia. 
O desabamento deixou ao menos um morto e os Bombeiros procuram ao menos cinco pessoas desaparecidas desde terça. 
Em novembro de 2016, o engenheiro Álvaro de Godoy Filho relatou que “referente à estrutura da edificação ou sua estabilidade, não verificamos anomalias que impliquem em risco para o prédio”. 
Em março de 2017, o relatório traz a mesma informação e ainda destaca que “não havia risco de desabamento”. Oito meses depois, em novembro, o engenheiro repete a mesma conclusão: “”não verificamos anomalias que impliquem em risco de desabamento”. 
Antes, em setembro de 2016, técnicos da Prefeitura de São Paulo não conseguiram realizar vistoria porque a entrada não foi permitida sem prévio agendamento com Ananias, homem apontado como coordenador da ocupação, apesar de ele ter negado em depoimento à polícia nesta sexta. 
  Imagem de 2017 do prédio (esq.) que desabou no Centro de São Paulo (Foto: Reprodução/Google Maps)  Imagem de 2017 do prédio (esq.) que desabou no Centro de São Paulo (Foto: Reprodução/Google Maps)
Imagem de 2017 do prédio (esq.) que desabou no Centro de São Paulo (Foto: Reprodução/Google Maps)
Em 2016, o Ministério Público já havia cobrado o governo federal, que era dono do imóvel; neste ofício, a então superintendente do Patrimônio da União, Cláudia Fellice, diz que para fazer a desocupação era preciso “contratar empresas para fazer a mudança dos moradores, e para guardar os móveis”. 
Em outro trecho, ela afirma que “depois de desocupar o prédio seria preciso colocar segurança no prédio, e que isso custaria R$ 16 mil. 
“O país atravessa uma crise financeira e a ordem é economizar e cortar despesas”. 
A então superintendente do Patrimônio da União finaliza o documento de 2016 dizendo que considerando todo esse cenário, para que a desocupação não fosse ineficaz, seria preciso esperar a decisão de quem ficaria com o prédio. 
Só em 17 de outubro de 2017, o governo federal repassou a guarda provisória do imóvel para a Prefeitura de São Paulo. 
Nesta sexta-feira (30), a secretária de urbanismo e Licenciamento da Prefeitura, Heloísa Proença, disse que a Secretaria não tinha como agir sozinha.


Fonte= g1.com.br

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