Ao ligarmos a televisão ou abrirmos uma revista nos deparamos com mulheres altas, magras, bonitas e perfeitamente maquiadas e penteadas. Esses padrões estéticos, ao mesmo tempo em que mexem com a autoestima de muitas mulheres, também instigam a discussão sobre o lado bom e o lado ruim de tantos conceitos sobre o que é realmente belo e aceitável.
De uma forma geral, essas imagens despertam o autocuidado feminino. Ao demonstrarem o horror à gordura, levam a mulher a olhar para si mesma e querer reduzir suas medidas em busca de bem-estar, a se alimentar melhor e a fugir do sedentarismo. Soma-se a isso a questão da saúde, uma vez que a obesidade e os problemas gerados por ela vêm aumentando consideravelmente no Brasil.
"Porém, esses padrões são maléficos quando fazem a mulher adoecer e despertam uma sensação de inquietação obsessiva sobre a imagem corporal. A pessoa fica tão insatisfeita com a autoimagem que passa a empobrecer a própria vida. Não sai mais, não consegue trabalhar e nem se relacionar social e amorosamente", avalia Joana de Vilhena Novaes , doutora em Psicologia Clínica.
A especialista também é coordenadora do Núcleo de Doenças da Beleza do Laboratório Interdisciplinar de Pesquisa e Intervenção Social (LIPIS) da PUC do Rio de Janeiro. Nele uma equipe multidisciplinar, composta por psiquiatras, nutricionistas e outros profissionais atendem pessoas carentes e de classe média com transtornos alimentares e comportamentais. Por estar localizado dentro de uma universidade, tem o respaldo de pesquisas de professores e alunos, que ajudam a tornar o trabalho cada vez mais atualizado e efetivo.
iury pedro
fonte :mais equilibrio
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