Busca desenfreada por corpo perfeito pode ser sinal de doença
Dismorfia se caracteriza pela crença de que o corpo
não está bem.
Cirurgião deve explicar que o ideal de beleza pode não ser alcançado.
Cirurgião deve explicar que o ideal de beleza pode não ser alcançado.
Mais da metade das pessoas que fazem algum
tipo de plástica, ao longo da vida, acaba voltando para a mesa de cirurgia.
A gerente comercial Ederly Luckmann perdeu as
contas de quantas cirurgias plásticas já fez. A primeira foi com 20 e poucos anos.
Queria reduzir o culote. “Uma perna ficou maior que a outra e começou a minha
busca para corrigir a perna. Aí eu não parei mais. Realmente eu não sei se isso
é doença, mas você entra num processo de correção que você não para,
dificilmente você para. É uma coisa impressionante”, conta Ederly.
Os riscos sempre existem. “São infecções, hematomas
e sangramentos, tromboses e no caso específico da lipo você tem a possibilidade
de ter a perfuração de órgãos”, explica o cirurgião Evandro Parente.
As mulheres ainda jovens costumam fazer
lipoaspiração e a prótese de mama. Depois de ter filhos elas querem levantar os
seios e retirar o excesso de pele da barriga. Quando a idade avança um
pouquinho mais fazem pálpebras e começam a dar uma puxadinha para levantar o
rosto.
Mas a busca desenfreada por um corpo perfeito pode ser sinal de uma doença conhecida como dismorfismo. “Este transtorno se caracteriza fundamentalmente pela crença de que uma parte do corpo ou o corpo todo não está bem. Há uma percepção distorcida, a pessoa pode ter uma barriguinha e se vê com um barrigão. Fica uma verdadeira obsessão, martelando na cabeça, enquanto ela não busca a correção daquilo, não sossega”, explica o médico psiquiatra, Ercy Soar.
Mas a busca desenfreada por um corpo perfeito pode ser sinal de uma doença conhecida como dismorfismo. “Este transtorno se caracteriza fundamentalmente pela crença de que uma parte do corpo ou o corpo todo não está bem. Há uma percepção distorcida, a pessoa pode ter uma barriguinha e se vê com um barrigão. Fica uma verdadeira obsessão, martelando na cabeça, enquanto ela não busca a correção daquilo, não sossega”, explica o médico psiquiatra, Ercy Soar.
A dismorfia é um transtorno típico da sociedade
atual. Existe tratamento, em muitos casos é preciso remédio e terapia.
"Cabe à família, aos amigos, aos orientadores escolares ajudar estas
pessoas a procurar ajuda especializada", avisa o psiquiatra.
O cirurgião plástico tem um papel importante, deve
dar um basta, explicar que o ideal de beleza do paciente não pode ser
alcançado.
A professora Caroline Ribeiro diz que tinha uma
gordura localizada na cintura e queria fazer cirurgia. Mas o médico disse
"não". “Toda cirurgia envolve riscos. Então você tem que ter um ganho
que sobreponha o risco. Na situação da Caroline, a gente tinha mais chances de
perdas do que ganhos”, afirma Parente.
“Ele me indicou para ir para a academia, comecei
direitinho a dieta. Então hoje eu estou satisfeita com o meu abdome, com a
minha cintura”, fala Caroline.
Noticia: http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2013/01/busca-desenfreada-por-corpo-perfeito-pode-ser-sinal-de-doenca.html
Nome: Luísa Antunes Resende
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