Unesco e governo francês oferecem ajuda ao Museu Nacional
Representante da Unesco disse que a perda do acervo do museu só é comparável à destruição feita pelo Estado Islâmico na Síria.
Por Jornal Nacional
Museus franceses têm vigilância 24 horas para proteger todo o patrimônio histórico
O governo francês e a Agência das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura ofereceram ajuda ao Museu Nacional. A França é um dos países que mais investem na segurança do patrimônio histórico.
Avaliando a importância de tudo o que foi perdido no incêndio, o responsável da Unesco pelo setor de museus disse ao Jornal Nacional que há uma tristeza profunda entre aqueles que se dedicam a cuidar do patrimônio cultural e científico do mundo.
“Estamos devastados, pois sabemos que o que foi destruído jamais voltará a existir”, disse Ieng Strong.
A Unesco avalia que o incêndio no Museu Nacional do Rio destruiu uma grande parte da história e da identidade do continente americano.
Consternado, o representante da Unesco disse que a perda só é comparável à destruição feita pelo Estado Islâmico na Síria. Comparável, até mesmo, à vandalização das ruínas de Palmira, uma cidade com cinco mil anos de história humana.
Para proteger um enorme patrimônio histórico espalhado pelo país, a França criou uma regra que jamais pode ser quebrada: todo grande museu tem a obrigação de ter bombeiros as 24 horas de cada dia. No Louvre, o mais importante dos museus franceses, eles foram ainda mais longe: o batalhão está sediado no mesmo edifício do museu.
Os 67 bombeiros exclusivos conhecem os detalhes de galerias, atalhos e passagens secretas. Eles aprendem a manusear as obras de arte para diminuir eventuais danos causados pelo fogo.
Centenas de mangueiras e extintores estão integrados ao acervo, escondidas ao lado das obras, ou embutidas na arquitetura.
Os seis mil sensores de fumaça são monitorados por computador. Se houver uma emergência, alçapões abrem-se automaticamente para permitir a saída do público.
No Louvre, como aconteceu no nosso Museu Nacional, há obras históricas, de valor incalculável, e uma pequena perda já seria uma tragédia.
Nesta terça-feira (4), no Louvre em Abu Dhabi, o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Yves Le Drian, disse que o Museu Nacional do Rio, assim como o Louvre, é um símbolo do diálogo cultural, e que, no incêndio, uma parte da memória da humanidade foi destruída.

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