Protestos artísticos: coletivos levam sexualidade para as ruas
Coletivos provocam o público com protestos artísticos e lançam debates sobre assuntos sensíveis como homossexualidade e prostituição com arte
Arte e política estão intrinsecamente ligadas desde sempre, afinal, é uma das formas mais universais e potentes de expressão. As representações imagéticas de questões socialmente sensíveis chocam, constrangem e abrem espaço para repensar conceitos velados e silenciados. Protestos artísticos e outras manifestações semelhantes, mesmo que fora do espaço público, mostram as feridas que tentamos ocultar e acendem o debate acerca delas. Ao longo dos anos diversos artistas e coletivos já voltaram seus trabalhos para causas sociais.
Arte para pensar
Com protestos artísticos provocantes, coletivo americano Gran Fury conscientizava pessoas sobre situação da AIDS
O surto de AIDS que aconteceu durante a década de 1980 estava sendo abafado pelo governo e foi esse o contexto que impulsionou um grupo de artistas americanos a criar o coletivo Gran Fury. Seus protestos artísticos eram voltados para militância sobre esse problema de saúde pública e com o intuito de conscientizar a popular e pressionar o Estado para tomar medidas a respeito, o grupo de artistas descobriu na expressão da sexualidade uma forma de se fazer ouvir nas ruas do país.

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