Exposição em Barcelona destaca influência de Gala, musa e mulher de Salvador Dalí
Mostra traz obras de 18 museus e coleções, além de itens pessoais do casal

RIO — Inseparável companheira de Salvador Dalí (1904-1989), Elena Diakonova (1894-1982), mais conhecida como Gala, é a protagonista de uma exposição inaugurada em Barcelona nesta quinta-feira. Mais do que uma musa, Gala é mostrada na exposição como uma figura chave na obra do pintor surrealista.
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— Esta exposição traz uma nova visão de uma pessoa que podemos pensar como a companheira de Dalí, sua musa, mas descobrimos que seu papel no processo criativo era muito mais importante — observa Pepe Serra, diretor do Museu Nacional de Arte da Catalunha, que realiza a mostra.
— Esta exposição traz uma nova visão de uma pessoa que podemos pensar como a companheira de Dalí, sua musa, mas descobrimos que seu papel no processo criativo era muito mais importante — observa Pepe Serra, diretor do Museu Nacional de Arte da Catalunha, que realiza a mostra.
"Gala Salvador Dalí" é fruto de uma parceria de mais de quatro anos entre o museu e a Fundação Salvador Dalí, em Figueras, cidade natal do artista, e que reúne mais de 300 itens procedentes de 18 instituições e coleções, a exemplo do Centro de Arte Georges Pompidou, em Paris, e do Museu Dalí St. Petersburg, na Flórida, Estados Unidos.

A mostra, que segue em cartaz até 14 de outubro, traz obras emblemáticas e esboços de Dalí tendo Gala como inspiração, além de itens da vida privada do casal, como cartas, fotografias, vestidos e outros objetos. As salas são decoradas com cortinas e um jogo de espelhos que remetem ao universo onírico da obra de Dalí, onde podem ser lidos escritos de Gala e imagens dela colaborando com o processo criativo do companheiro.
— Ela era uma mulher que se disfarça de musa enquanto constrói seu caminho como artista, uma mulher que soube consolidar seu mito através de outros — aponta Montse Aguer, diretora da Fundação Salvador Dalí.
Nascida em Kazán (Rússia) em 1894, Gala se casou em 1917 com o poeta surrealista francês Paul Éluard (com quem teve uma filha), foi amante do pintor alemão Max Ernst e musa de fotógrafos, como o francês André Breton e o britânico Cecil Beaton. Em 1929, ela conheceu Dalí e foi viver com ele, com quem permaneceu até a sua morte, em 1982.
— Todos os retratos que Dalí fez de Gala são como uma performance dela — observa a curadora Estrella de Diego, destacando que alguns deles são assinados como "Gala Salvador Dalí".
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