quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Milhões de pessoas em Caracas e arredores ficaram sem acesso à energia elétrica nesta quinta-feira

Milhões de pessoas em Caracas e arredores ficaram sem acesso à energia elétrica nesta quinta-feira (30), pelo segundo dia consecutivo, por conta de um apagão, enquanto o governo de Nicolás Maduro diz que as falhas foram causadas por uma sabotagem.
Segundo a agência Associated Press, o blecaute desta quinta durou cerca de 20 minutos. Em algumas zonas de Caracas o serviço do metrô foi suspenso.
Pessoas se aglomeram para entrar em ônibus em Caracas nesta quinta-feira (30) depois que apagão interrompeu serviço de metrô na capital (Foto: Ronaldo Schemidt/ AFP)Pessoas se aglomeram para entrar em ônibus em Caracas nesta quinta-feira (30) depois que apagão interrompeu serviço de metrô na capital (Foto: Ronaldo Schemidt/ AFP)
Pessoas se aglomeram para entrar em ônibus em Caracas nesta quinta-feira (30) depois que apagão interrompeu serviço de metrô na capital (Foto: Ronaldo Schemidt/ AFP)
Nesta quarta, o ministro de Energia Elétrica, Luis Motta Domínguez disse que a falha foi originada porque houve um "corte" de uma linha de transmissão em Santa Teresa, no estado de Miranda.
"Uma linha não se rompe por si só. Vamos buscar todos os indícios de como isto pode ter acontecido e quem está por trás desta situação", disse então.
Nesta quinta, indicou que os cortes de energia ocorreram devido à reparação da sabotagem que teria ocorrido na quarta.
"Motivado pela reparação de um cabo cortado ontem, haverá uma interrupção do serviço (elétrico) enquanto durarem os trabalhos", escreveu o funcionário, embora esta mensagem tenha sido publicada durante o blecaute.
As duas interrupções de energia acontecem menos de um mês depois de um grande apagão que afetou 80% de Caracas e cidades de outros dois estados no centro do país.

Venezuela em crise

Há muitos anos a Venezuela registra falhas no serviço elétrico. O governo costuma atribuir a ações de sabotagem, mas analistas apontam deficiência na manutenção das instalações, má gestão e diminuição de investimentos.
O país está afundado em uma crise econômica dominada por hiperinflação, uma forte recessão e escassez de produtos básicos como alimentos e remédios. O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que a inflação fechará em 1.000.000% neste ano.

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